sábado, 7 de novembro de 2009

Relação Pais / Filhos

Já passou algum tempo desde que abandonamos as terras nipónicas, salvo erro foi à 12 dias. Não tenho tido tempo para escrever, comecei logo a trabalhar e tenho chegado muito cansado a casa. Achando que deixou de fazer sentido falar sobre o Japão, o meu blog deixará de vez de ser um diário e passará a ser apenas um repósitorio de pensamentos como para tal foi concebido. Ficando por falar talvez do festival, mas pouco também tinha já a acrescentar o que foi dito pela Maeve pois as bandas que assiste foram praticamente as mesmas que ela com excepção ao facto de que me mantive um pouco mais tempo a assistir ao concerto de lynch., que foi excelente.

Embalado pela conversa que mantive com a Maeve, o Kiaiku e a Ella no meu carro, decidi hoje reflectir sobre a relação pais / filhos.

Alguns colegas meus da faculdade já decidiram ou já pensaram em ter filhos e eu pergunto-me a mim próprio como seria como pai. Apesar da minha idade ainda sinto me como um jovem e compreendo ao contrário de muitos os problemas e as dificuldades dos adolescentes ou dos jovens adultos.

Qual será a melhor atitude a tomar a educar os filhos? Deverá ser-se liberal deixando os filhos fazerem tudo o que lhe apetecem e aprenderem por si próprios com os erros e/ou más decisões que irão tomando? Ou Deverá ser-se rígido e desde cedo delimitar as regras?

A resposta a estas questões penso que seja complicada mas penso que o melhor é tentar encontrar o meio termo entre as duas, o que penso ser extremamente complicado.

Compreendo que não será facil vermos o nosso filho que um dia não passou de um bebé, de um "boneco" que alimentavamos, que mudávamos a fralda, que ria-se com as nossas brincadeiras páteticas tornar-se um dia um adulto, uma "pessoa" como nós com opiniões e gostos próprios.

Não deve ser fácil um dia ouvirmos algo do tipo "pai estou a namorar" ou "estou a ter relações sexuais" porque para nós será sempre o nosso "boneco" inocente. Ou ouvir algo como "quero sair a noite" ou "hoje não vou dormir a casa", mas não preferes ver a novela com a mãe ou ver o jogo de futebol com o pai como fazias antes, éramos tão felizes assim.

E pela educação escolar? Pelo bom desempenho escolar? Serei responsável pelo meu filho ter boas notas ou não?

Realmente não deve ser fácil, educar uma pessoa, perceber que um dia um bebé passará a ser um adulto como nós, que um dia irá querer abandonar o ninho ou mesmo não abandonando completamente o ninho nunca, ter outro ninho que não só o nosso.

Não sei se um dia vou ser pai ou não, por vontade própria ou por descuido, mas estas questões deixam-me que pensar.

Poderão achar patético mas por vezes quando oiço histórias de amigos meus adolescentes, jovens adultos ou adultos já não tão jovens mas de alguma forma dependentes dos pais, eu ponho me a pensar e se eu tivesse no lugar dos pais deles o que faria? A verdade é que não sei o que faria.

2 comentários:

  1. As nossas conversas sérias de pessoas sérias e normais XD

    Mas e uma questão complicada. Pessoalmente acho que a nível de educação é necessário passar as bases de forma rígida e fazer com que sejas compreendidas e não apenas decoradas.
    Depois disso sou a favor de libertar os filhos ao mundo e deixa-los ver a vida com os seus próprios olhos. Sou pró independência e tolerância mas sempre oferecendo a segurança que os pais devem oferecer.

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  2. Não tenho muito mais a acrescentar pois faço das palavras sábias da Ella as minhas.
    Acho esta tua frase sobre encontrar o meio termo funciona quase como a base da entrada. Claro que é tarefa árdua, porém nada na vida é facil muito menos ter um filho e ter que educá-lo e soltá-lo a melhor pessoa possível para a sociedade.
    Acho horrível pais que não dão qualquer liberdade aos filhos com uma coisa tão simples como por exemplo, sair à noite (falo de pessoas por exemplo, com mais de 16 anos), é simplesmente rídiculo, pode por exemplo ir matar o cérebro para uma faculdade longe mas não pode sair com amigos ali ao bar da esquina? Por favor... A minha mãe nisso sempre foi muito rígida, quando quis começar a sair com os meus 12 anos, nunca me deixou, sentia-me revoltada e triste, porém agora vejo pessoas com idade mais que suficiente e têm de ficar em casa... Realmente há pais que com tanta protecção acabam por magoar os filhos e fazer deles pessoas mais inibidas e com um espírito menos forte que por ventura poderiam vir a ter por personalidade própria...

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